Dona Ana, ou Nêga, planejou a fuga com o seu Amadeu. Mas a fuga não aconteceu. Vencida pelas tradições e respeito aos pais, casou-se com o italiano atrevido que aparecera por lá, bem diferente do seu eleito. Alto, loiro, olhos claros, pose de galã, vestes menos convencionais, à frente de seu tempo. Construtor, músico, bonito. Dona Nêga casou-se com ele, por vonrade do pai, resignada. Então, ela que achava que sabia o que era amar, veio de fato conhecer das coisas do amor. Paixão, fogo puro!
O italiano, César Gregório Mantovani, meu avô materno. O casamento durou até que a morte o separou, e é muita pretensão minha descrevê-lo aqui, pois daria um romance sequencial se detalhado. Uma história e tanto, real. Vou retallhando aos poucos. Eu mesma sou um retalhozinho vivo dessa história.
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